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« Creio que um bom resumo das razões pelas quais [Tolkien] continua nos inspirando foi dado por Liuwe H. Westra, tradutor do “Senhor dos Anéis” para o frísio […], em uma palestra que fez para a Unquendor, a sociedade tolkieniana neerlandesa:
“Tolkien escreveu uma boa estória e a contou extremamente bem. […] que espécie de instrumentos Tolkien usou ao contar sua estória do Anel? […] distingui quatro instrumentos por meio dos quais ele captura e mantém a atenção dos leitores. Primeiro que tudo está seu domínio do vocabulário e do estilo do inglês. Ele conhece todas as palavras e sinônimos, e cada palavra sempre está em seu lugar, e é impossível encontrar uma só frase desajeitada. Em segundo lugar está seu uso de diferentes níveis de estilo, abrangendo desde o vulgar e rústico até o de classe superior, elevado e até mesmo solene. Em terceiro lugar, Tolkien entremeia seus textos com poemas e trechos em verso. E em último lugar, mas não menos importante, ele esboçou um completo mundo textual de idiomas fictícios, incluindo histórias e interrelações linguísticas.” [De “Once upon a time: Translating Tolkien into Frisian” em Lembas Extra, 2011] »
– Trecho extraído da página “EXPLICANDO TOLKIEN” (de Ronald Kyrmse)

