[Curtos] O talento conduz com um chicote

"Os romancistas gostam de escrever romances da mesma forma que o agricultor gosta de seguir o arado. Olham para o seu trabalho como uma "maçada"; alguns dos mais bem-sucedidos odeiam sua profissão, e alguns dos maiores artistas da ficção nunca se encontraram em condições de escrever salvo se sob absoluta compulsão exterior. Enquanto alguns dos … Continue lendo [Curtos] O talento conduz com um chicote

P’ – III. O “demo sen vergonna” de Afonso X

A postagem da semana fica para transcrever uma análise realizada por Ângela Vaz Leão no artigo "Questões de Linguagem nas Cantigas de Santa Maria" (Revista SCRIPTA, Belo Horizonte – v.4, n. 7, p.11-24, 2ºsem. 2000. Ver trechos nas pp. 13-14 do PDF). Os negritos e trechos entre chaves são acréscimos deste site. * "Santa Maria … Continue lendo P’ – III. O “demo sen vergonna” de Afonso X

[Curtos] Língua e Verso: a estilística numa sílaba

Já mencionamos de passagem que a análise do estilo pode (ou deve) contemplar "desde o nível da letra, passando pelo vocabulário e pela sintaxe, até chegar à totalidade da narrativa, ou do ensaio, ou do poema". Noutra ocasião havíamos concitado todos os aspirantes a escritor a serem precisos no que escrevem. Hoje trazemos um exemplo … Continue lendo [Curtos] Língua e Verso: a estilística numa sílaba

P – 12. Como dizer que alguém chorou

I. Simenon na gaiola de vidro O romancista Georges Simenon, conhecido por escrever seus livros com assombrosa rapidez, aceitou certa feita o desafio de redigir um romance inteiro dentro duma espécie de aquário de vidro, montado em praça pública.  Em troca de um pagamento generoso pelo espetáculo, Simenon sentar-se-ia diante da máquina, à vista de … Continue lendo P – 12. Como dizer que alguém chorou

P – 11. Crítica, gramática e telepatia

Começo este artigo com três citações, correspondentes a três letras “S”: Silveira Bueno (S¹), Said Ali (S²) e Stephen King (S³). Depois retorno para minhas considerações. 🟧 S¹) Silveira Bueno Se o objetivo essencial da filologia é o conhecimento da civilização de um povo através de seus documentos escritos, facilmente se compreenderá quão importantes sejam … Continue lendo P – 11. Crítica, gramática e telepatia

Said Ali – Concordância verbal – Sujeito composto (I)

Verbo que se enuncia depois de sujeito múltiplo, constituído por substantivos no singular associados pela copulativa “e”, ocorre ora com a forma plural ora com a forma singular. A primeira destas linguagens é a mais usada em português hodierno. Quinhentistas, principalmente Camões, e também seiscentistas manifestam predileção pelo emprego do verbo no singular quando os sujeitos são nomes abstratos e o segundo termo serve de completar, esclarecer ou reforçar o sentido do primeiro:

[Curtos] Que instrumentos Tolkien usou para contar a estória do Anel?

. « Creio que um bom resumo das razões pelas quais [Tolkien] continua nos inspirando foi dado por Liuwe H. Westra, tradutor do “Senhor dos Anéis” para o frísio [...], em uma palestra que fez para a Unquendor, a sociedade tolkieniana neerlandesa: "Tolkien escreveu uma boa estória e a contou extremamente bem. [...] que espécie … Continue lendo [Curtos] Que instrumentos Tolkien usou para contar a estória do Anel?

[Curtos] Escritores que se prezam…

"A evolução [da língua], por felicidade um tanto lenta, permite formularem-se as regras da elocução correta e do uso que prevalece entre a gente educada durante um espaço de tempo mais ou menos longo. Escritores que se prezam não afrontam esse uso; não se animam a buscar, na variabilidade da linguagem, salvo-conduto para se exprimirem … Continue lendo [Curtos] Escritores que se prezam…

[Curtos] O melhor manual de redação

- Só os autores experimentados, só os grandes escritores sabem quando e como desprezar certos preceitos gramaticais para obter efeitos estilísticos abonadores. Por isso, o melhor compêndio ou manual de redação é obra dos grandes escritores. (Othon M. Garcia, Comunicação em Prosa Moderna, 27ª ed., p.137). Ler também: Sobre literatura, gramática e escrita