Concentrando-se na análise de um trecho de Machado de Assis, o artigo discute a importância da repetição estratégica de palavras na escrita, sugerindo que, ao ler com um lápis de cor, é possível identificar e entender melhor como essa técnica contribui para expressar ideias e emoções. A repetição, longe de ser sempre um erro, pode ser transformada numa ferramenta estilística essencial, que aprimora a narrativa e a argumentação.
Tag: estilística
[Curtos] Camões, o libertador
Camões não foi propriamente o criador do português moderno, porque essa nova linguagem escrita já vinha empregada por outros escritores. Libertou-a, sim, de alguns arcaísmos e foi um artista consumado e sem rival em burilar a frase portuguesa, descobrindo e aproveitando todos os recursos de que dispunha o idioma para representar as idéias de modo … Continue lendo [Curtos] Camões, o libertador
[Curtos] A mais alta expressão de nossa literatura
Constituem os ‘Lusíadas’ a mais alta expressão de nossa literatura. O estudo da sua composição, do estilo do autor, das qualidades, dos recursos literários de que lançou mão, dos possíveis descuidos do poeta, dos modelos deixados pela sua genialidade, tudo isso exige do filólogo acabado conhecimento do que hoje se chama estilística, da arte da … Continue lendo [Curtos] A mais alta expressão de nossa literatura
[Curtos] O povo é um clássico também
Trechos do livro "A linguagem de Camilo", de Cláudio Basto "Os termos — jorrantes, sem qualquer esforço, de tão fértil e célere caneta, acorridos de origens múltiplas — são claramente combinados, claramente doseados, de modo que da prosa do Escritor, embora uma ou outra palavra não seja conhecida, ressalta sempre a transparência do sentido." (p.14) … Continue lendo [Curtos] O povo é um clássico também
[Curtos] Corte toda a literatura, e a coisa vai
"Meu pequeno Sim, não é isso. É quase isso, mas não é isso. Você é por demais literário. Nada de literatura! Corte toda a literatura e a coisa vai." [...] Simenon jamais esquecerá a sugestão de Colette. A partir daquele dia em que ele recomeçou a escrever seus contos, até o fim de sua vida … Continue lendo [Curtos] Corte toda a literatura, e a coisa vai
[Curtos] Evitar as frases feitas
É preciso, portanto, evitar as frases feitas. Quando estas se apresentarem, e isso acontecerá, rejeite-as. Expresse com clareza seu pensamento e você descobrirá que, para isso, é preciso uma nova frase, criada palavra por palavra. A sua arte consiste, simples e naturalmente, em criar essas frases. Arnold Bennett, Como se tornar um escritor: um guia … Continue lendo [Curtos] Evitar as frases feitas
[Curtos] Língua e Verso: a estilística numa sílaba
Já mencionamos de passagem que a análise do estilo pode (ou deve) contemplar "desde o nível da letra, passando pelo vocabulário e pela sintaxe, até chegar à totalidade da narrativa, ou do ensaio, ou do poema". Noutra ocasião havíamos concitado todos os aspirantes a escritor a serem precisos no que escrevem. Hoje trazemos um exemplo … Continue lendo [Curtos] Língua e Verso: a estilística numa sílaba
[Curtos] O segredo do estilo
Mas uma coisa é necessária a quem deseja conhecer a fundo a sua língua e utilizá-la para fins artísticos: pensar e sentir as palavras como se elas fossem feitas de novo, e evocar o objeto a que se referem com a maior frescura e vivacidade possível. (p.12) * E é, afinal, a suprema razão de … Continue lendo [Curtos] O segredo do estilo
P – 12. Como dizer que alguém chorou
I. Simenon na gaiola de vidro O romancista Georges Simenon, conhecido por escrever seus livros com assombrosa rapidez, aceitou certa feita o desafio de redigir um romance inteiro dentro duma espécie de aquário de vidro, montado em praça pública. Em troca de um pagamento generoso pelo espetáculo, Simenon sentar-se-ia diante da máquina, à vista de … Continue lendo P – 12. Como dizer que alguém chorou
P – 11. Crítica, gramática e telepatia
Começo este artigo com três citações, correspondentes a três letras “S”: Silveira Bueno (S¹), Said Ali (S²) e Stephen King (S³). Depois retorno para minhas considerações. 🟧 S¹) Silveira Bueno Se o objetivo essencial da filologia é o conhecimento da civilização de um povo através de seus documentos escritos, facilmente se compreenderá quão importantes sejam … Continue lendo P – 11. Crítica, gramática e telepatia
Said Ali – Concordância verbal – Sujeito composto (II)
Se se enuncia o predicado primeiro que os diversos substantivos-sujeitos ligados pela conjunção “e”, e sendo estes nomes de pessoas diferentes, o verbo se usa geralmente no plural: ◽ "Vem a fazenda à terra… Co’ ela FICAM Álvaro e Diogo" (Camões, Lusíadas, 8, 94).
Said Ali – Concordância verbal – Sujeito composto (I)
Verbo que se enuncia depois de sujeito múltiplo, constituído por substantivos no singular associados pela copulativa “e”, ocorre ora com a forma plural ora com a forma singular. A primeira destas linguagens é a mais usada em português hodierno. Quinhentistas, principalmente Camões, e também seiscentistas manifestam predileção pelo emprego do verbo no singular quando os sujeitos são nomes abstratos e o segundo termo serve de completar, esclarecer ou reforçar o sentido do primeiro:
[Curtos] Que instrumentos Tolkien usou para contar a estória do Anel?
. « Creio que um bom resumo das razões pelas quais [Tolkien] continua nos inspirando foi dado por Liuwe H. Westra, tradutor do “Senhor dos Anéis” para o frísio [...], em uma palestra que fez para a Unquendor, a sociedade tolkieniana neerlandesa: "Tolkien escreveu uma boa estória e a contou extremamente bem. [...] que espécie … Continue lendo [Curtos] Que instrumentos Tolkien usou para contar a estória do Anel?
[Curtos] O melhor manual de redação
- Só os autores experimentados, só os grandes escritores sabem quando e como desprezar certos preceitos gramaticais para obter efeitos estilísticos abonadores. Por isso, o melhor compêndio ou manual de redação é obra dos grandes escritores. (Othon M. Garcia, Comunicação em Prosa Moderna, 27ª ed., p.137). Ler também: Sobre literatura, gramática e escrita
P – 9. Corte todas as palavras que você nunca cortou antes
* Em matéria de vocabulário, um princípio: CORTE todas as palavras que você nunca cortou antes. – I – Ascaris lumbricoides, deveras Um tempo atrás, sugeri neste blog que o escritor dedicado acabará criando para si uma coleção de figurinhas, um banco com variadas formas de expressão e estilo extraídas de bons autores, para ajudá-lo … Continue lendo P – 9. Corte todas as palavras que você nunca cortou antes













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